Há um caminho que leva aos ganhos no mundo, e outro, muito diferente, que leva ao Nirvana. Tendo compreendido isso, o Bhikkhu, seguidor de Buddha, nunca deve buscar o elogio do mundo, mas deve esforçar-se por alcançar a sabedoria.7 (75) O SÁBIO
Uma é a busca por ganhos mundanos, e outra bem diferente é o caminho para Nibbāna. Compreendendo isso claramente, não deixe o monge, o discípulo do Buda, se deixar levar pela aclamação mundana, mas em vez disso desenvolva o desapego.

Comentário profundo

Existem dois caminhos distintos: um leva a ganhos e status mundanos, enquanto o outro leva diretamente ao Nirvana. O motor que nos conduz através do ciclo de nascimento e morte é o carma, alimentado pelas nossas aflições subjacentes (kleshas) – principalmente a ganância, a raiva e a ilusão. Estas contaminações são incrivelmente poderosas e muitas vezes cegam-nos, causando imenso sofrimento colectivo e conflitos em todo o mundo, tal como um único momento de ódio pode desencadear guerras devastadoras e vítimas inocentes. Para mudar este mundo e encontrar a paz interior, devemos lançar uma revolução interna para eliminar estes venenos interiores. Isto requer que o “guerreiro da sabedoria” armado com a espada afiada da atenção plena proteja estritamente a mente contra as armadilhas das distrações sensuais. Quando estas contaminações profundamente enraizadas são sistematicamente erradicadas, a guerra interna cessa e o horizonte radiante do Nirvana revela-se. Os monásticos, como discípulos do Buda, devem distinguir claramente entre estes dois caminhos, recusando-se resolutamente a tornar-se escravos da aclamação mundana e, em vez disso, concentrando-se inteiramente no caminho da meditação, da renúncia e da libertação final. Conquistar a própria mente continua sendo a maior e mais heróica vitória.

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