Deixe que o tolo busque obter uma falsa reputação, uma posição de destaque entre os mendicantes 6, uma posição de comando nos conventos e a adoração do povo. “Quero que tanto os leigos como os monges pensem que isto é feito por mim. Que eles sigam os meus caprichos em relação ao que deve ser feito e ao que não deve ser feito.” Esse é o desejo do tolo, e assim os seus desejos e seu orgulho aumentam.
"Que tanto os leigos como os monges pensem que isso foi feito por mim. Em cada trabalho, grande e pequeno, deixe-os seguir-me" - tal é a ambição do tolo; assim seu desejo e orgulho aumentam.
Comentário profundo
Este ensinamento se aplica tanto aos monásticos quanto aos leigos. Embora os monásticos se separem dos assuntos mundanos, eles permanecem profundamente interligados com todos os seres através do princípio da origem dependente; toda ação saudável ou prejudicial influencia o todo coletivo. Portanto, a verdadeira carreira de um monástico não é construir grandes templos ou estruturas físicas maciças, mas cultivar a “Sabedoria”. Quando realizamos ações permanecendo apegados às formas, nosso ego assume o controle, levando à mentalidade tóxica de: “Eu fiz isso e tudo deve ser feito de acordo com meu comando”. Quando as coisas não acontecem de acordo com nossos desejos, a raiva e a aflição surgem imediatamente. As mentes mundanas são inerentemente subjetivas, considerando-se superiores e esperando obediência absoluta dos outros. Esta inflação de poder exalta o ego, tornando-o tão inflexível como uma montanha. Os tolos se aprisionam nessa ilusão, fazendo com que sua ganância e arrogância aumentem constantemente. Eles se apegam às suas conquistas até o último suspiro, confundindo construções temporárias com as eternas, e assim rolando indefinidamente no oceano da tristeza.
Este verso do Dhammapada, Capítulo 5, versículo 74, descreve a ambição do tolo. Ele busca reconhecimento, poder e adoração, desejando que suas ações sejam atribuídas a ele e que outros sigam seus caprichos.
A explicação acadêmica ressalta que essa mentalidade, seja em monásticos ou leigos, surge do apego às formas e da identificação com o ego. Quando o "eu" assume o controle, a pessoa acredita ser superior e espera obediência, o que infla o ego e aumenta a ganância e a arrogância. O tolo se prende a essa ilusão, confundindo o temporário com o eterno, e assim perpetua seu sofrimento.
A verdadeira prática, ao invés de buscar reconhecimento externo, é cultivar a sabedoria e desapegar-se do ego.
Como você percebe a influência do ego em suas próprias ações e desejos?
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