Medite, ó bhikkhu; não fique desatento. Não deixe que sua mente seja levada pelo redemoinho dos prazeres dos sentidos. Não seja descuidado, para que não tenha que engolir a bola de ferro e então gritar, com a dor das queimaduras: “isto é sofrimento”.
Medite, ó monge! Não seja desatento. Não deixe sua mente girar em prazeres sensuais. Desatento, não engula uma bola de ferro em brasa, para não chorar quando estiver queimando: “Oh, isso é doloroso!”
Comentário profundo
Este verso faz parte de uma série ensinada pelo Buda em Jetavana sobre o grande grupo de bhikkhus, particularmente a história de Sona Kutikanna e sua mãe. Depois que Sona se ordenou e foi ficar perto do Buda, sua mãe permaneceu calma quando bandidos saquearam sua casa, continuando a ouvir o Dhamma sem apego. O chefe dos bandidos ficou tão impressionado que devolveu tudo, e toda a gangue mais tarde foi ordenada pelo Venerável Sona. O Buda então ensinou este versículo como um forte aviso: os monges devem meditar diligentemente, sem negligência, não deixando a mente girar em prazeres sensuais. Se alguém for descuidado e indulgente, é como engolir uma bola de ferro em brasa – a dor e o arrependimento subsequentes são insuportáveis. Este é um aviso vívido para praticar a atenção plena e a moderação antes que seja tarde demais.
Este verso do Dhammapada, Capítulo 25, versículo 371, é um aviso direto para praticar a meditação e a atenção plena. Ele exorta a não se deixar levar pelos prazeres sensoriais, que podem desviar a mente do caminho do Dhamma.
A metáfora de "engolir uma bola de ferro em brasa" ilustra vividamente as consequências dolorosas e o arrependimento que surgem da negligência e da indulgência nos desejos sensuais. É um lembrete para cultivar a moderação e a diligência na prática antes que seja tarde demais, evitando o sofrimento futuro.
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