Mas quem ousaria condenar o homem que é sempre elogiado pelos que possuem discernimento, porque não tem uma só mancha, é sábio, possui conhecimento e virtude? Ele 28 é como um pedaço de ouro do rio Jambu 22. Até os deuses o elogiam. Ele é elogiado até por Brahma.
Quem pode culpar tal pessoa, tão digna quanto uma moeda de ouro refinado? Até os deuses o louvam; por Brahma também ele é elogiado.
Comentário profundo
O Buda proferiu este verso no Monastério Jetavana em resposta às reclamações de Atula e seus seguidores. Seguindo o ensinamento anterior sobre a inevitabilidade do elogio e da culpa, o Buda enfatiza aqui a pureza de um verdadeiro praticante. Assim como o ouro puro do rio Jambu é irrepreensível, quem cultiva a virtude, a atenção plena e a resistência dos quatro elementos (terra, água, fogo e vento) atinge um estado de caráter tão perfeito que nenhuma crítica mundana pode manchá-lo, conquistando o respeito dos seres humanos e celestiais.
Este verso do Dhammapada, Capítulo 17, versículo 230, fala sobre a pureza e a virtude de um praticante que alcançou um estado de caráter impecável. Assim como o ouro puro do rio Jambu é irrepreensível, uma pessoa que cultiva a sabedoria, o conhecimento e a virtude torna-se tão digna que nenhuma crítica mundana pode manchá-la.
O Buda proferiu este verso para enfatizar que, embora elogios e culpas sejam inevitáveis, um verdadeiro praticante, livre de manchas e com discernimento, é elogiado até pelos deuses e por Brahma. Isso sugere que a verdadeira validação vem da pureza interior e da prática diligente, que transcendem as opiniões mundanas.
Como você percebe a relação entre a pureza interior e a percepção externa em sua própria prática?
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