Mas quem ousaria condenar o homem que é sempre elogiado pelos que possuem discernimento, porque não tem uma só mancha, é sábio, possui conhecimento e virtude? Ele 28 é como um pedaço de ouro do rio Jambu 22. Até os deuses o elogiam. Ele é elogiado até por Brahma.
Mas o homem a quem os sábios elogiam, depois de observá-lo dia após dia, é de caráter impecável, sábio e dotado de conhecimento e virtude.
Comentário profundo
O Buda pronunciou estes versos no Monastério Jetavana a respeito de um leigo chamado Atula. Atula e quinhentos seguidores foram ouvir o Dharma, mas ficaram insatisfeitos quando o Venerável Revata permaneceu em silêncio, o Venerável Sariputta falou longamente e o Venerável Ananda falou muito brevemente. O Buda ensinou-lhes que o elogio e a culpa são comuns no mundo, e não se deve ser perturbado pelas opiniões dos outros, mas sim concentrar-se em cultivar a estabilidade e a virtude interiores, como a terra, a água, o fogo e o ar, que permanecem imóveis pelas impurezas ou oferendas lançadas sobre eles.
Este verso do Dhammapada, Capítulo 17, versículo 229, fala sobre a pessoa de caráter impecável. Ele descreve alguém que é elogiado pelos sábios e discernidos, não por vaidade, mas por sua pureza, sabedoria e virtude.
A paráfrase destaca que tal pessoa é observada e admirada por sua conduta irrepreensível. A referência acadêmica contextualiza o verso, mostrando que o Buda o proferiu para ensinar que, enquanto o elogio e a culpa são comuns, o verdadeiro valor reside na estabilidade interior e na virtude, que permanecem inabaláveis, como o ouro puro do rio Jambu.
Como você pode cultivar essa estabilidade e virtude em sua própria prática?
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