Mas quem ousaria condenar o homem que é sempre elogiado pelos que possuem discernimento, porque não tem uma só mancha, é sábio, possui conhecimento e virtude? Ele 28 é como um pedaço de ouro do rio Jambu 22. Até os deuses o elogiam. Ele é elogiado até por Brahma.
Mas o homem a quem os sábios elogiam, depois de observá-lo dia após dia, é de caráter impecável, sábio e dotado de conhecimento e virtude.

Comentário profundo

O Buda pronunciou estes versos no Monastério Jetavana a respeito de um leigo chamado Atula. Atula e quinhentos seguidores foram ouvir o Dharma, mas ficaram insatisfeitos quando o Venerável Revata permaneceu em silêncio, o Venerável Sariputta falou longamente e o Venerável Ananda falou muito brevemente. O Buda ensinou-lhes que o elogio e a culpa são comuns no mundo, e não se deve ser perturbado pelas opiniões dos outros, mas sim concentrar-se em cultivar a estabilidade e a virtude interiores, como a terra, a água, o fogo e o ar, que permanecem imóveis pelas impurezas ou oferendas lançadas sobre eles.

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