Quem se relaciona com tolos enfrenta grande prejuízo. A companhia de tolos é como a companhia de inimigos − produz sofrimento. A companhia de sábios é como encontrar um membro querido da família − produz felicidade. (207) 20 É interessante comparar os quatro versículos anteriores com a bem conhecida “Oração de São Francisco”. A oração diz: “Onde houver ódio, que eu leve o amor; onde houver ofensa, que eu leve o perdão; onde houver discórdia, que eu leve a união”, e assim sucessivamente. (“A Oração de São Francisco”, Leonardo Boff, Ed. Sextante, 1999, 144 pp.) (NT) 21 Segundo o budismo, a raja ioga e a teosofia, a crença na existência de um eu separado é uma ilusão que provoca grande sofrimento. (NT) 26
Na verdade, quem anda na companhia de tolos sofrerá por muito tempo. A associação com tolos é sempre dolorosa, como a parceria com um inimigo. Mas a associação com os sábios é feliz, como o encontro com os próprios parentes.

Comentário profundo

Este versículo contrasta as consequências de se associar com os tolos e os sábios. O Buda explica que associar-se com os tolos – aqueles que agem impulsivamente, carecem de restrições morais e se recusam a dar atenção à sabedoria – traz tristeza e sofrimento a longo prazo, comparados a viver com um inimigo. Em contraste, a companhia dos sábios, que agem com clareza, compaixão e integridade moral, traz profunda felicidade e segurança, tal como o reencontro com parentes queridos. Além das relações interpessoais, isto também serve como um guia interno: o “tolo” representa a nossa própria ignorância e impurezas, enquanto o “sábio” representa a nossa natureza búdica inerente e a nossa consciência clara. Para cultivar a felicidade, é preciso distanciar-se das influências internas e externas da ignorância e buscar a companhia da sabedoria.

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