Comentário profundo
Este versículo foi ensinado pelo Buda no Bosque de Bambu em relação ao tio de Sariputta, que gastava muito em esmolas diárias aos ascetas jainistas, na esperança de um renascimento celestial. Sariputta o levou ao Buda para lhe mostrar o verdadeiro caminho. Os seres sencientes possuem diferentes inclinações espirituais, moldadas pelo carma passado. Alguns caem em conceitos errados, confiando inteiramente em divindades externas para a salvação. Porém, com a orientação de um verdadeiro mestre, eles podem retornar ao caminho certo. O Buda frequentemente debateu e converteu líderes de outras seitas, incluindo Sariputta e Moggallana. Outros não têm crenças fixas, vagando sem rumo e adorando espíritos animistas aleatórios ou utensílios domésticos por fé cega. O tio de Sariputta buscou o renascimento celestial – uma boa ação, mas limitada. O Buda pretendia elevá-lo à libertação final. O mérito mundano é esgotável; uma vez esgotado, a pessoa volta ao sofrimento. Oferecer-se a um verdadeiro praticante, que o orienta em direção à verdade última, produz um mérito ilimitado em comparação com séculos de rituais cegos. A verdadeira oferenda significa nutrir o corpo puro do Dharma, transcendendo os desejos dualistas. De acordo com o Sutra dos Quarenta e Dois Capítulos, o mérito aumenta exponencialmente à medida que a realização espiritual do destinatário se aprofunda, culminando em oferendas aos Budas. No entanto, a oferenda mais elevada é ao estado de “Não-pensamento, Não-permanência, Não-cultivo e Não-realização” – a realização última da igualdade e da natureza incondicionada dos Budas.
Assistente IA Zen
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