Um Bhikkhu [Discípulo] que tem prazer na atenção e que vê o perigo da desatenção não cairá. Ele está perto do Nirvana. (32) A MENTE [Nota:] O termo original “Chitta” (Mente) é usado em quase todos os versículos deste capítulo. Foi traduzido de várias formas como Coração, Mente, Reflexão, Pensamento. O termo inclui os significados de Cuidado, Atenção Mental, Prudência Mental, e é um estado de 3 Árias: Referência aos sábios da Índia antiga. Os Árias foram um povo pioneiro da região, e diz a tradição que tinham um acesso primordial à sabedoria eterna. A palavra “nobre”, nesse contexto, não se refere a uma casta social, mas indica aqueles que têm um coração nobre e, por isso, possuem sabedoria. (NT) 11 autoconsciência. Chitta não é a mente que oscila conforme as atrações dos objetos dos sentidos e dos contatos com eles. Chitta é o poder superior que pode examinar, controlar e usar a mente. Ele é mencionado às vezes como “consciência abstrata”. É o poder pelo qual o Pensador controla, purifica e eleva a mente. A mente é um instrumento do Pensador, da Alma Humana, do Homem Real, Manushya. Chitta é aquele estado de consciência mental no qual a mente estabilizada se torna capaz de absorver as influências elevadas, espirituais e divinas do Homem Real.
O monge que se deleita na diligência e olha com medo para a negligência não cairá. Ele está perto de Nibbana.

Comentário profundo

O Buda afirma que os monásticos que usam constantemente a armadura da diligência e empunham a espada da sabedoria para eliminar todas as contaminações, sem dúvida alcançarão a bem-aventurança do Nirvana. Assim, eles não têm medo de cair em reinos inferiores. A exceção são aqueles que vivem apenas para o hoje, priorizando o desfrute material. Eles não têm nenhum interesse genuíno na prática espiritual, perseguindo a fama mundana e os prazeres sensuais. Para eles, os desejos materiais nunca são satisfeitos. Eles vivem descuidadamente, quebrando os preceitos do Buda, e muitas vezes zombam ou caluniam os praticantes verdadeiramente virtuosos. Arrogantes e sem vergonha, seus egos são enormes. O Buda chama essas pessoas de “extremamente arrogantes”. Eles se recusam a respeitar os mais velhos virtuosos, movidos por um orgulho arrogante que os impede de aprender humildemente. Eles são totalmente devotados ao egoísmo. Tais indivíduos existem em todas as épocas, altamente qualificados em dar desculpas e esconder as suas falhas. O Buda tem profunda pena deles, pois os portões do inferno os aguardam. Eles são degradados pela sua negligência; embora usem as vestes da moralidade, carecem da verdadeira virtude. Eles exploram o Dharma para uma vida confortável, incorporando o ditado: “o manto não faz o monge”. Atos que prejudicam o Dharma e enganam os outros mostram uma perda completa da consciência humana.

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