Aquele que experimenta a doçura da solidão e o sabor da tranquilidade fica livre do pecado e do medo; e tem acesso ao néctar divino da Boa Lei.
Tendo saboreado o sabor da solidão e da paz (de Nibbana), ele se torna livre de dor e imaculado, bebendo profundamente o sabor da bem-aventurança da Verdade.

Comentário profundo

O Buda falou este verso em Vesali a respeito de um monge chamado Tissa. Ao ouvir que o Buda logo entraria em Parinibbana, a maioria dos monges ficou triste, exceto os Arahants que compreenderam a natureza da impermanência. Tissa, no entanto, escolheu retirar-se para a solidão, determinada a atingir o estado de Arahant enquanto o Buda ainda estava vivo. Quando questionado, ele explicou a sua intenção, que o Buda elogiou. Isto serve como lição de que a forma mais elevada de gratidão ao professor não é através do luto choroso, mas através da prática dedicada e da realização do Dhamma. A solidão, neste contexto, é uma prática para acalmar a mente, eliminar impurezas e saborear a alegria da libertação espiritual, uma prática comum entre sábios e meditadores da floresta ao longo da história.

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