Os homens que não viveram a vida disciplinada de uma mente pura, que não reuniram riqueza em suas almas quando eram jovens, ficam deitados como velhos arcos inúteis, suspirando pelo passado. (156) 000 11 O corpo é uma casa para a alma mortal e para a alma imortal ou eu superior. (NT) 12 O versículo 8-9 corresponde às linhas finais do Livro Sexto da obra “The Light of Asia”, de Edwin Arnold (Theosophy Company, Los Angeles, 1977, 238 pp.). Veja também a versão brasileira: “A Luz da Ásia”, Edwin Arnold, Ed. Pensamento, São Paulo. (NT) 21 O EU
Aqueles que na juventude não levaram uma vida santa, ou não conseguiram adquirir riquezas, suspiram pelo passado, como flechas gastas disparadas de um arco.

Comentário profundo

Esses versos referem-se a Mahadhana, filho de um rico tesoureiro. Ele e sua esposa igualmente privilegiada desperdiçaram sua imensa herança em prazeres frívolos, tornando-se eventualmente mendigos indigentes. O Buda observou que se eles tivessem se aplicado em sua juventude, poderiam ter alcançado grande sucesso mundano ou até mesmo alcançado a liberação espiritual (Arahatship). Em vez disso, ao desperdiçarem o seu potencial, perderam tudo, acabando como velhos pássaros num lago seco. Este comentário destaca o perigo de considerar a riqueza e a juventude garantidas. Serve como um aviso profundo aos jovens para construírem uma base sólida para o seu futuro – tanto material como espiritualmente – em vez de perseguirem prazeres temporários que, em última análise, conduzem ao arrependimento e ao sofrimento.

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