Melhor que um homem que oferece uma oblação e um sacrifício durante um ano inteiro para obter mérito, é o homem que presta homenagem a quem é correto. Toda aquela prática de um ano não vale a quarta parte desta homenagem.
Quaisquer que sejam as dádivas e oblações que alguém em busca de mérito possa oferecer neste mundo durante um ano inteiro, tudo isso não vale um quarto do mérito obtido pela reverência aos Seres Retos, o que é verdadeiramente excelente.

Comentário profundo

Este versículo se refere ao amigo de Sariputta que sacrificou animais por mérito. O Buda explicou que um ano de tais sacrifícios não equivale nem mesmo a um quarto do mérito obtido ao fazer caridade aos pobres ou reverenciar os discípulos do Buda. O sacrifício de animais está enraizado na ignorância e no egoísmo. O praticante busca ganho pessoal (céu) destruindo as vidas de seres sencientes que temem a morte tanto quanto os humanos, oferecendo-as a divindades invisíveis e ilusórias. É cruel e desprovido de sabedoria. Em vez disso, o Buda defende a compaixão prática: dar aos necessitados. As massas sofredoras são as “divindades” tangíveis que precisam desesperadamente de ajuda. Partilhar riqueza e aliviar o sofrimento humano gera muito mais mérito do que rituais cegos. Além disso, reverenciar os 'Vertos' (os totalmente despertos) tem um significado profundo. Convencionalmente, respeitar os mestres iluminados permite receber a sua orientação no caminho da libertação. Em última análise, o 'Verto e Desperto' representa a nossa natureza búdica pura e inata. Honrando sinceramente e vivendo de acordo com a nossa mente verdadeira e incondicionada, alcançamos a libertação. O Buda rejeitou a confiança externa e a súplica cega; a verdadeira prática espiritual requer compaixão prática e realização interior.

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