O ser humano deve dar valor ao que é difícil de amar. Deve deixar de lado o estado de leigo e passar à situação de quem não tem lar. Que o sábio abandone a escuridão e siga a luz no caminho. Deixando para trás todos os prazeres dos sentidos, não tendo mais nada que chame de seu, o sábio se liberta de todas as impurezas em seu coração e então alcança o contentamento.
Abandonando o caminho sombrio, deixe o homem sábio cultivar o caminho luminoso. Tendo passado de casa para a condição de sem-teto, deixe-o ansiar por aquele prazer do desapego, tão difícil de desfrutar. Abandonando os prazeres sensuais, sem apego, deixe o homem sábio purificar-se das impurezas da mente.

Comentário profundo

A essência do ensinamento é “Não faça o mal, cultive o bem, purifique a mente”. Os sábios evitam o mal porque veem a ilusão do eu. Eles fazem o bem para ajudar todos os seres, mas permanecem desapegados. A vida sem-teto de um monástico representa o desapego máximo. É um lembrete para os praticantes espirituais não se perderem nos confortos mundanos e nas buscas materiais, mas para se concentrarem sinceramente na purificação da mente e em retribuir a bondade dos outros.

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