Aquele que gosta de ver defeitos nos outros e está sempre censurando-os aumenta suas próprias fraquezas. Está muito longe de obter a eliminação delas. (253) 24 No Novo Testamento, Mateus, 7: 3, afirma: “E por que reparas no pequeno cisco que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho?” (NT) 30
Aquele que procura as falhas dos outros, que é sempre censurável – seus cancros crescem. Ele está longe da destruição dos cancros.

Comentário profundo

O Buda proferiu este verso no Mosteiro Jetavana a respeito de um monge chamado Ujjhanasanni, que era famoso por criticar obsessivamente o comportamento e a aparência de seus colegas monges. Quando os outros monges chamaram a atenção do Buda para sua conduta, o Buda ensinou que aquele que se concentra nas falhas dos outros apenas alimenta suas próprias impurezas mentais. O Buda explicou que tal censura é a antítese da prática da atenção plena e da autocorreção. Ele alertou que esse hábito não só gera raiva e ressentimento – perturbando a própria paz interior – mas também cria uma barreira ao despertar espiritual. A verdadeira prática, enfatizou o Buda, requer o cultivo da introspecção; um praticante deve monitorar constantemente sua própria 'mente de macaco' através de 'Sila, Samadhi e Panna' (Moralidade, Concentração e Sabedoria). Este versículo serve como um ensinamento fundamental para todos os praticantes: que o caminho para a libertação é encontrado voltando o olhar para dentro para purificar a própria mente, em vez de para fora para julgar as ações dos outros.

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