Não pense superficialmente sobre o bem, dizendo: “ele não virá para mim”. Um pote de água fica cheio com a constante queda, nele, de pequenas gotas de água. Um homem sábio fica cheio de bondade, se ele a reunir pouco a pouco.
Não pense levianamente no bem, dizendo: 'Isso não virá para mim.' Gota a gota o pote de água está cheio. Da mesma forma, o sábio, reunindo-o aos poucos, enche-se de bem.

Comentário profundo

O Buda ensina que para viver em paz é preciso ficar longe das pessoas más. Para ilustrar isso, Ele usa duas analogias: um comerciante que carrega grandes riquezas sem escolta evita estradas perigosas, e uma pessoa que deseja viver uma vida longa evita o veneno. As pessoas más não têm consciência e agem de forma imprevisível, movidas apenas pelo interesse próprio. A história está repleta de tiranos cruéis que tratavam as vidas humanas como brinquedos, infligindo tortura e morte apenas para sua própria diversão. Tal crueldade extrema traz inerentemente vidas curtas e miseráveis, tanto para eles como para os seus súbditos. O Buda aconselha os praticantes a evitarem o mal e aqueles que o cometem, pois a natureza humana é facilmente influenciada pelo ambiente que o rodeia. Assim como uma criança bem comportada pode rapidamente adotar hábitos viciosos quando cai em más companhias, os traços negativos são altamente contagiosos. Caminhando sob a névoa da manhã, a princípio podemos não nos sentir molhados, mas eventualmente a umidade arrepia até os ossos. Da mesma forma, associar-se com o mal pode inicialmente parecer inofensivo, mas a toxicidade gradualmente arruína o caráter da pessoa. Prevenir é sempre melhor do que remediar; evitar más influências é a maneira mais sábia de se proteger e cultivar uma vida virtuosa.

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